Assistir “Lua Nova” que na minha humilde opinião é um show à parte, desde bem no comecinho, quando aparece uma lua dourada maravilhosa, que vai gradualmente sendo obscurecida pra mostrar o título. Fantástico. Fiquei surpresa ao ver a Bella correndo em Volterra logo no primeiro segundo de filme – mas é claro que era só um dos sonhos dela. Essa sequência tem uma vibe bem mais feliz, com a Kristen Stewart falando como uma pessoa viva, e não aqueles sussurinhos roucos do primeiro, até mesmo quando ela está em depressão. Aliás, minha decepção foi perceber que só dez minutos tinham se passado quando a festa de aniversário da Bella começou – o que é, claro, seria sucedida pela tragédia da Saga, quando o besta do Edward vai embora. Achei que iria morrer de chorar quando ele falasse “eu prometo que esta é a última vez que você me verá”, mas os (quase) soluços vieram mesmo algumas cenas depois, com a protagonista deprimida, sentada na janela, enquanto a câmera gira e os meses – “Outubro”, “Novembro”, “Dezembro” – aparecem na tela, ao som da narração da própria Bella. Um dos melhores aspectos do filme, na minha opinião, é que ela, na verdade, passa o filme inteiro narrando a história através de e-mails (que incluem a frase mais triste do filme – “a ausência dele está em todos os lugares que eu olho. É como se um buraco enorme tivesse sido cavado no meu peito.”) que ela manda para a Alice. É, isso não existe no livro, eu sei. Aliás, muita coisa não é fiel ou tão bem retratada quanto no original – e é provavelmente por isso que amei essa adaptação, já que odeio aquele livro depressivo. Uma das coisas é o próprio Jacob e o relacionamento dele com a Bella. No filme, ele é menos “nem aí”, sarcástico e muito mais vulnerável, como um menino de 16 anos mesmo, do que no livro, o que o torna muito mais apaixonável. Eu, que detestava ele, acho que não só gosto como o entendo agora. Acho que às vezes é preciso experimentar pra entender…
Ele e a Bella ficam muito mais grudadinhos, quase se beijando várias vezes. E embora isso (quase) faça com que ela pareça muito sem vergonha, acho que no filme é muito mais claro como ela não está exatamente incentivando ele… Pelo menos, não tanto. Tudo bem, estou defendendo a Bella – que milagre! Mas dá pra compreender todo mundo muito melhor agora, pelo menos é o que eu acho. Não sei se foram as mudanças no filme ou em mim, mas que eu consigo me identificar muito mais agora, isso é verdade.
Embora tenha uma duração de duas horas, “Lua Nova” parece contar a história toda com muita pressa, o que fez com que algumas alterações imprescindíveis acontecessem. Como deu pra ver no trailer, ela não só ouve como vê o Edward toda vez que se coloca em perigo; a melhor cena do livro, quando eles voltam da Itália no avião e ela acha que está sonhando, não existe; e muitos outros detalhezinhos. Mas eles compensaram.
A Dakota Fanning no papel da Jane é absolutamente fantástica, com uma autoridade e (uma falta de) expressão absurdas. Quando a Bella se afoga e está lá boiando, o Edward aparece boiando também, com um braço tocando sua amada, na cena mais impressionante do filme inteiro. O confronto dos Cullen com os Volturi (que são todos fantásticos, na verdade) é muito melhor do que no livro, com a Bella implorando pra dar sua vida no lugar do amado dela. O Edward, quando liga pra saber se ela tinha morrido mesmo, aparece na frente de uma janela de cara pro Cristo Redentor, no Rio. E é claro, a última cena do filme, quando ele a pede em casamento, é o final perfeito. Fiquei perdidamente apaixonada por tudo, tudo mesmo! :D
Resumindo, “Lua Nova” é mil vezes melhor que “Crepúsculo” e todo mundo deveria conferir rapidamente! :D




















