quarta-feira, 3 de junho de 2009

CRÔNICA : EU E A MINHA LIBERDADE

Todo dia eu desço pelo mesmo lado da cama e abro o armário, as gavetas. Procuro algo para me vestir, algo que me aqueça e que seja legal.
Depois de passar pelo banheiro em uma higiene demorada eu almoço e vejo TV ao mesmo tempo e vou para trabalho.
Vou andando até o meu trabalho. E pensando que a cada dia que passa é um dia a mais de experiência e um passo a mais para um futuro com sucesso.
Por fim do dia, ainda tenho que ir para a faculdade - FESURV, local onde posso passar um tempo conversando com meus amigos e obtendo o conhecimento necessário para que eu possa realizar-me profissionalmente. Grandes mestres que ali estão na FESURV, nos passando a troca de conhecimentos entre as pessoas.
Agora deitada na minha cama pensando nas pessoas que pertencem à sociedade tal qual ela é constituída e escrita no papel.
Segundo a Constituição as pessoas são livres, não segundo elas mesmas. A estas não é dado o direito de escolher o que se resumiria ao direito de pensar. Liberdade de pensar e de agir.
Sou eu, uma cidadã, e isso me torna menos livre desta sociedade. Liberdades dos teóricos. Essa eu não quero e não aceito.
Eu desejo e quero a Liberdade desvinculada da sociedade e seu vicio, do dinheiro e do trabalho.
Quero que acabe com o consumismo, as marcas, a ilusão, eu desejo a minha liberdade a sua e a nossa liberdade.
Quero acordar cada dia de um jeito, me lavar a hora que eu quiser, e não me importar com o que os outros dizem.
Trabalhar com vontade até a hora que eu puder oito, doze até quanto eu agüentar e ainda assim faze-lo com prazer.
Quero o amor e o desgosto, a felicidade e a dor desvinculado.
Quero ser e estar pensar cada instante presente e no futuro pois quero viver.
Desta forma, sou eu uma cidadã, e isso me torna menos livre e escravo de mim mesmo.

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