sábado, 29 de agosto de 2009

O barco afundando!!


Você chega em casa arrumada de qualquer jeito, joga a chave no armário, ela cai e acaba no chão da sala, mas a queda nem é escutada porque o resto dos movimentos automáticos de trocar de roupa e fazer comida estão em andamento do modo como estiveram no dia anterior e no anterior...
O mundo desbota quando o ânimo desaparece. As pessoas que conhece a anos se tornam estranhso enquanto não se faz idéia do que está fazendo entre elas, como se a sua vida não fosse realmente sua e você, um mero expectador.
Perguntei a um amigo meu um dia desses o que fazer para criar alguma força e não desistir e ele me recomendou assistir Rocky... O que eu faria se tivesse tempo. " A vida irá te bater até sangrar. E o que importa não é sua capacidade de revidar ou culpar os outros pelo seu infortúnio e sim de suportar a surra e se manter em pé, não importando a força do soco".
Mas o que fazer quando já levou o nocaute e está apoiado em uma parede que te impede de cair? Continuar inconsciente até que o soco seja forte o bastante para finalmente te derrubar com a parede e tudo? Analogia à parte, o fato é que passei do meu limite a tempo. Já lidei com desânimo antes, lógico, mas entrar em pânico toda noite só de imaginar o dia seguinte e surtar em público beira o ridiculo. Se o dia virou um estorvo, a hora de deitar e dormir consegue ser pior. Costumava tirar os problemas dos ombros enquanto vestia o pijama e agora eles dormem junto comigo, me acordando de hora em hora. Sei que não sou a única sob pressão e talvez não devesse reclamar de ter que viver todos os dias numa repetição como uma máquina sem capacidade de sentir nada, mas de novo, eu passei do meu limite. Simplesmente não sou forte o suficiente. Voltando ao Rocky, do mesmo modo que um lutador que não consegue mais reagir, uma hora perde a luta, eu vou acabar perdendo tudo que eu tenho de valioso... O futuro me seguirá...

Um comentário:

Claudia disse...

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos…