segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Educar por Rubem Alves

Vamos começar a Segunda-Feira com palavras que nos faz refletir e sonhar com um futuro melhor aos nossos semelhantes e este futuro está na Educação. Então observamos que uma dádiva dada por Deus a nós seres humanos é a capacidade de educar e também ser educado. A vida é constituída de aprendizados e ensinamentos. Saber educar constitui-se, então, numa missão árdua, porém gratificante. Recebi este slide por email - “Educar”, com lindas imagens e um texto maravilhoso escrito por Rubem Alves. Estou certo que você vai amar esta mensagem.


Um comentário:

Claudia disse...

Educar é estabelecer uma troca com o educando. Educar não é um ato de "doação" de conhecimento, mas um processo que se realiza no contato do homem com o mundo vivenciado, o qual não é estático, mas dinâmico e em transformação contínua.
A relação vertical, onde o educador é superior ao educando deve dar lugar à relação dialógica, a qual supõe troca, pois "os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. " Para Paulo Freire, educador já não é aquele que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando, que ao ser educado, também educa ...".
O saber construído dessa forma percebe a necessidade de transformar o mundo, porque assim os homens se descobrem como seres históricos.

Para Paulo Freire, educar é construir, é libertar o homem do determinismo, passando a reconhecer o papel da História e onde a questão da identidade cultural, tanto em sua dimensão individual, como em relação à classe dos educandos, é essencial à prática pedagógica proposta. Sem respeitar a identidade do educando, sem levar em conta as experiências vividas pelo educandos antes de chegar à escola, o educador não terá êxito na sua tarefa, e o processo será inoperante, consistirá em meras palavras despidas de significação real.
É um "ensinar a pensar certo" como quem "fala com a força do testemunho". É um "ato comunicante, co-participado", de modo algum produto de uma mente "burocratizada".
O educador deve incentivar a curiosidade do educando valorizando a sua liberdade e a sua capacidade de aventurar-se.