terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pão de Açúcar comprando a Concorrência

Estou abismada com a força que tem o Grupo Pão de Açúcar. Esta notícia da fusão com as Casas Bahia me impressiona e, ao mesmo tempo, me preocupa. Me impressiona porque me salta aos olhos a capacidade de Abílio Diniz para a administração, para fazer tudo girar. Como se diz em inglês, he keeps the ball rolling. Ele alavancou os negócios da família, que começaram de modo bem simples - seu pai Valentim, imigrante português que chegou ao Brasil na década de 20, abriu uma doceria à qual deu o nome de Pão de Açúcar. Me impressiona porque, depois de ter se formado na Fundação Getúlio Vargas e cursado sua pós-graduação no Exterior, Abílio Diniz aplicou tudo o que aprendeu e usou toda sua intuição para fundar o primeiro supermercado do grupo. Era o começo de uma grande história. Me impressiona porque é um brasileiro que venceu porque trabalhou duro. Não herdou uma bela fortuna e apenas deu sequência aos negócios. Ele realmente fez esse grupo se tornar o que é. Me impressiona pensar o quanto representa R$ 25 bilhões, o faturamento bruto que o Pão de Açúcar teve no ano passado. É... Não é à toa que a compra das Casas Bahia está sendo considerada um dos maiores negócios do ano no País. Vale lembrar que o Grupo recentemente adquiriu a rede Ponto Frio, que veio se somar ao Extra, CompreBem, Sendas e Assai, todas marcas associadas ao Pão de Açúcar. Mas me preocupa pensar que todas essas empresas, antes concorrentes, se tornam uma. Para o consumidor, será que isso é vantajoso? Será possível negociar preços? Como cobrar melhores produtos, mercadoria mais fresca, melhor forma de pagamento? Gostaria de compreender se o que parece bom para o mercado será bom também para o trabalhador. Alguém me explica?

Para ler matéria sobre o negócio, clique aqui.

Um comentário:

Jakeline Magna disse...

ninguem apareceu por aquiiiiiiiiiiii...